Empresa dos EUA pagou propina no Brasil, Equador e Venezuela

Empresa dos EUA pagou propina no Brasil, Equador e Venezuela

Segundo a AP press, uma grande empresa dos Estados Unidos concordou em pagar 16,6 milhões de dólares (R$ 92 milhões) em multas ao se declarar culpada, na terça-feira (22), de acusações federais. A companhia pagou milhões em subornos a funcionários no Brasil, Equador e Venezuela por quase uma década para conseguir contratos lucrativos.

O acordo de confissão da Sargeant Marine Inc. faz parte de uma repressão mais ampla à negociações corruptas nos mercados de commodities da América do Sul.No que parece ser um caso relacionado, um ex-comerciante de petróleo do Grupo Vitol, cuja sede fica na Suíça, foi acusado na terça-feira de pagar 870 mil dólares (R$ 4 milhões) em subornos a ex-funcionários equatorianos de 2015 a 2020 em troca de contratos de óleo combustível. A empresa Vitol, que não é citada na acusação, comprou metade da Sargeant Marine, em 2015.

De acordo com os promotores, a Sargeant Marine e suas afiliadas pagaram subornos entre 2010 e 2018 por contratos com empresas estatais de petróleo nos três países sul-americanos, todos administrados por governos de esquerda na época.

– Os vencedores no Brasil, onde a maior parte dos lucros foram obtidos, incluíram um deputado, um ministro do Gabinete e altos executivos da estatal Petrobras durante os governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e sua sucessora escolhida a dedo, Dilma Rousseff – destacou a AP.

Em 2017, promotores brasileiros acusaram o ex-deputado Candido Vaccarezza de negociar com a Sargeant Marine subornos pagos à Petrobras. Na época, Vaccarezza era líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara na Câmara dos Deputados.

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